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A tal da Manipueira

Um projeto totalmente brasilis!

Esse dia é, de certa forma histórico, marque na memória, dia 31/08/2022 foi lançado o projeto Manipueira, em parceria com 33 cervejarias brasileiras que vão produzir uma cerveja usando a levedura extraída da manipueira, o que brota da mandioca no tupi. A cerveja ficará por 12 meses entre fermentação e maturação.

O projeto apoiado pela ABRACERVA reuniu as cervejarias que buscaram os microrganismos nas suas próprias localidades. A proposta é que esse terroir da localidade se torne o ator principal dessa nova cerveja.

Mais que uma cerveja, um resgate cultural!

Mais que propor uma cerveja com caráter único, existe um movimento cultural nisso tudo. Um resgate histórico dos povos indígenas, da nossa cultura primitiva, do nosso verdadeiro terroir. Como falei num outro texto aqui no “Salve a Mandioca”, os índios já produziam uma cerveja a base de mandioca e cana de açúcar. Sim, meus amigos a cerveja não é só  Reinheitsgebot! A cerveja é muito mais que isso!

O desafio do projeto é ainda maior, ele vai buscar, prioritariamente, a manipueira em ambientes de cultura indígena, ribeirinhos e quilombolas, criando um laço cultural indissociável.

O acompanhamento tecnológico da evolução dessa cerveja, serve ao meu ver, apenas como um respaldo para todo esse ambiente rico que está se criando.

Verdadeiramente Brasileira

Então isso significa que temos, enfim, uma cultura cervejeira genuinamente brasileira?

Parece que sim! Depois de tanto tentarmos ser uma colônia americana, procurando ser um arremedo com estilos vindos dos EUA, estamos encontrando nosso caminho e ele está na nossa terra, na nossa cultura.

Buscar isso, cultura própria, para mim é um avanço significativo para termos uma escola cervejeira genuinamente brasileira.

E quais os resultados de projetos como esse? Não sabemos, podem sair uma variação incrível. Podemos ter cepas diferentes de leveduras, podemos inclusive descobrir uma nova cepa, porque não?

As possibilidades são infinitas. Abrimos a caixa de Pandora! Agora é só não deixar presa a esperança!

Sigamos!

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