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Heineken anuncia saída da Rússia

A cervejaria holandesa Heineken anunciou que sairá do mercado russo após uma revisão de suas operações desencadeada pela invasão da Ucrânia.

“Concluímos que a propriedade dos negócios da Heineken na Rússia não é mais sustentável nem viável no ambiente atual. Como resultado, decidimos deixar a Rússia”, disse a empresa em comunicado.

A Heineken já havia interrompido novos investimentos e exportações para a Rússia e havia parado a venda, produção e publicidade de sua cerveja da marca Heineken no país.

“Estamos chocados e profundamente entristecidos ao ver a guerra na Ucrânia continuar a se desenrolar e se intensificar”, acrescentou a empresa.

Heineken Lata

As outras marcas do grupo como Birra Moretti e Amstel afirmaram que pretendem transferir o negócio para um novo proprietário, respeitando as leis russas e internacionais.

“Para garantir a segurança e o bem-estar contínuos de nossos funcionários e minimizar o risco de nacionalização, concluímos ser essencial continuar com as operações recentemente reduzidas durante este período de transição”, acrescentou.

A cervejaria disse que pagará salários a seus 1.800 funcionários na Rússia até o final de 2022 e “fará o possível para proteger seus futuros empregos”.

A Heineken espera perdas de 400 milhões de euros (US$ 439 milhões) com a mudança.

“Após a conclusão da transferência, a Heineken não terá mais presença na Rússia”, disse a empresa.

A empresa informou em fevereiro que seus volumes de cerveja na Rússia cresceram alguns pontos percentuais em 2021, impulsionados pela demanda mais forte pelas marcas premium Heineken, Miller e Dr Diesel. Também relatou crescimento para seu negócio de cidra, líder de mercado na Rússia.

Dezenas de empresas em todos os setores da economia abandonaram a Rússia ou congelaram suas operações desde a invasão em 24 de fevereiro.

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