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Ballantine, a primeira IPA americana

Era uma vez uma cerveja, uma cerveja que supostamente foi a primeira IPA da América, mas aí a década de 1970 chegou… Os gostos da massa mudaram, e não para melhor. Uma onda gigantesca de cerveja “sem sabor” chegou. E essa cerveja única e lendária foi levada pela maré, mas, que cerveja era essa? Ballantine IPA!

O que é Ballantine IPA?

Diz a lenda que Ballantine foi a primeira American IPA fabricada nos Estados Unidos. Foi certamente a primeira feita pela Peter Ballantine & Sons Brewing Company de Newark, Nova Jersey, que remonta a 1878. Foi uma das poucas cervejarias a sobreviver à proibição e continuar fazendo IPAs por décadas depois.

Embora não tenha muito reconhecimento de nome hoje, em seu auge, a Ballantine IPA era extremamente popular. De fato, na década de 1950, a Ballantine era a terceira maior cervejaria dos EUA e a quarta maior nos anos 60. Em um ponto, foi a principal patrocinadora de transmissão do New York Yankees. Mas, mais do que credibilidade nas ruas, a IPA tinha um sabor único. Era uma cerveja forte, com 7,9% de álcool, e bem mais amarga do que as outras cervejas populares da época. Haviam rumores de que o caráter distinto da cerveja era graças a um óleo especial de lúpulo usado no processo de fabricação de cerveja e um ano de envelhecimento em tanques de carvalho especiais.

No final da década de 1960, os gostos americanos gravitavam em torno da lager, o que significava que as macrocervejarias começaram a expulsar os pequenos. Na época de 1971, Ballantine estava em dificuldades financeiras tão terríveis que teve que se vender para a Falstaff Brewing Company. Essa foi a última vez que a Ballantine IPA foi feita na cervejaria original de Newark. Falstaff não se saiu muito melhor; em 1985 foi comprada pela Pabst Brewing Company.

Durante o tempo em que Falstaff e Pabst eram responsáveis ​​pela produção da Ballantine, ela oscilava entre muitas cervejarias diferentes, com a receita mudando um pouco a cada vez e com isso ela permaneceu nas prateleiras até 1996.

Ballantine perdida

Avancemos para 2012, quando a Pabst estava procurando um novo mestre cervejeiro. Um dos desafios que a empresa colocou aos entrevistados para o cargo foi como a Pabst poderia entrar no florescente mercado cervejeiro artesanal. Greg Deuhs, um cervejeiro que já havia trabalhado em algumas das cervejarias mais importantes do país, tinha uma resposta. Que era trazer a Ballantine de volta, porém havia apenas um problema: ninguém tinha uma receita.

No período de 1971 a 1996, enquanto a produção Ballantine saltava de cervejaria para cervejaria, ela perdeu seu caráter. Trazer a última iteração da Ballantine de volta seria como trazer de volta um pombo quando você queria uma águia.

Deuhs queria justamente ressuscitar a versão dos anos 1960, quando a IPA estava no auge. Mas, infelizmente ninguém se preocupou em acompanhar as receitas originais.

O retorno da Ballantine IPA

Em 2014, a Pabst finalmente relançou a cerveja. Foi fabricada na vila de Cold Springs, em Nova York, em uma pequena instalação com uma história antiga. De acordo com informações, os lúpulos selecionados para a “recriação” da Ballantine foi: Fuggles/Willamette, Target, Magnum, Columbus e Cluster. Deste grupo, quatro ou cinco, como mencionado acima, são lançados desde 1972, com destaque para os cítricos Cascade e Columbus. Esses lúpulos oferecem novos sabores, que ajudaram os EUA em relação ao fenômeno chamado cerveja artesanal que não existia no auge da Ball 1972.

A recriação da Ballantine IPA foi um grande evento na história da cervejaria americana. Seu lançamento foi em dois de setembro 2014 em latas e, em seguida, em garrafas limitadas de 750 ml.

No ano seguinte de seu lançamento houve rumores de que uma nova versão da Ballantine poderia surgir, a Ballantine Burton Ale mas, até agora foram apenas rumores.

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