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Fui no Festival Brasileiro de Cerveja e…

Uma visão do primeiro dia do Festival Brasileiro de Cerveja fora de época

Expectativas

Chego numa expectativa louca, enfim, depois do apocalipse zumbi, eis que os festivais começam a retornar, um dos primeiros foi também o último antes de tudo, porém, desta vez em maio!

Na entrada um atendimento primoroso e atencioso. As gurias da entrada sempre prontas para te entregar uma melhor experiência. É bom quando você entra e recebe aquele sorriso largo das pessoas que estão te recebendo. Eu já entro sorrindo no festival por contágio.

Sim, teve a Feira Brasileira de Cerveja!

Ao lado do festival estava rolando a Feira Brasileira de Cerveja, lá os nossos gênios se debruçaram para oferecer o que existe de melhor no cenário de produtos e serviços cervejeiros. Você sabia? Sim, é verdade esse bilhete, houve uma Feira!

As condições no primeiro dia não eram das melhores, chovia lá fora e goteiras lá dentro, alguns baldes improvisados ali, outros aqui e segue o baile.

O pavilhão estava ocupado pela metade e isso se justifica pela desistência de algumas empresas grandes que desistiram devido a mudança de data anteriormente marcado para março, mas, meu amigo, era a Feira! Dane-se os perrengues! Só de ver a galera mostrando a qualidade que estão entregando é de encher os olhos d’água. E não só mostrando, mas empolgados por estar ali mostrando o seu trabalho.

Enfim, o Festival!

festival brasileiro de cerveja Blumenau 2022

Então bora para o Festival? Esse sim, o ator principal, a menina dos olhos, a ansiedade de voltar dois anos e dois meses depois para o maior festival de cerveja do país.

Casaquinho na mão (saudades do calor de março), mochila nas costas e vamos. Afinal é o nosso festival, e muitos cervejeiros adotaram como tal. Apesar de não pertencer aos cervejeiros, a galera cria um carinho por aquilo tudo. Adota. Pai é quem cria e não quem registra no cartório.

O espaçamento entre os blocos de estandes parecia maior e a sensação de vazio era perceptível. A impressão que se tinha é que se andava mais. Dois pavilhões acomodavam as cervejarias, talvez poderia ficar tudo num só ou num pavilhão e meio, talvez. Os espaços de circulação ficaram maiores, de fato era o menor festival de todos.

A alimentação era o ponto forte, uma boa diversidade com qualidade e com valores bem honestos.

Pessoas que movem tudo

Mas o que mais queríamos ver era cerveja e reencontrar pessoas, e isso teve! Galera que não se via há anos, não olhava nos olhos, estavam ali trocando ideias, batendo papo, rindo. Ali você vê a essência do meio cervejeiro, é isso que move essa galera nesse setor, que faz as coisas acontecerem.

As cervejarias, os estandes como da Acerva viravam, como sempre, pontos de encontro. Ali você fica e mora se deixarem. Um local com pessoas, cerveja, bate papo e principalmente, local de matar saudades! O que mais um mero mortal precisa para aquele instante?

E é bacana quando você chega na cervejaria e está o cara que pensou, montou e executou a cerveja que tu tá bebendo, você tem chance de bater um papo com ele e com todo o time da cervejaria e trocar ideias sobre impressões da cerveja, da cidade de onde vem a cervejaria, do que vive, respira. Enfim, qualquer desculpa é desculpa para se escorar no balcão e ficar de papo. Sempre penso: Ainda bem que não colocam banquetas do lado de fora para a galera sentar. Imagine só!

Enfim

Enfim, não foi tudo aquilo, mas foi. Conseguem compreender? Estava chovendo, previsão de desmoronamento e deslizamento de barreiras para chegar lá. O mês não era o propício, estamos acostumados com março. Não tinha um “mundaréu” de cervejarias, haviam espaços vazios, mas a energia das cervejarias, das pessoas envolvidas estava lá.

Quem trabalha com cerveja já é feliz por origem e contagia quem está por perto. Vira um círculo vicioso, por mais que existem por aí exploradores da fé alheia, a energia boa prevalece.

Buenas, enquanto escrevo essas divagações fico pensando em como serão os próximos capítulos. Um amigo na feira, disse uma coisa que me fez refletir: O meio cervejeiro precisa de eventos. E até entendo o motivo, é por conta de toda essa vibe que rola, que faz acontecer.

Dos perrengues para chegar nos festivais, da ansiedade para encontrar os amigos, os “brothers de cerveja”, entregar uma coisa bacana para quem passa pelo estande.

Enfim, por todas as cervejarias, pela galera da feira, produtores, todos que fazem acontecer, pela galera ansiosa para beber cervejas, descobrir novos sabores e aromas, por sorrir enquanto bebe uma cerveja nova, por tudo isso, enfim, valeu a pena. Sempre vale!

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